Arquivo para junho, 2005

SOL É VIDA

Posted in Não categorizado on 28 de junho de 2005 by waleskapink

 

 

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Café com amigos

Posted in Não categorizado on 27 de junho de 2005 by waleskapink

 

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra,
pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de
golf. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e,
imediatamente, estes disseram que SIM.

O professor, então, pegou uma caixa cheia de bolas de gude e a esvaziou
dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de
golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a
ouvir de seus alunos que SIM.

Em seguida, pegou uma caixa com areia e a esvaziou dentro do pote. A areia
preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos
alunos, que unanimemente responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote,
umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor lhes
falou :

"- Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas
de golf, são as coisas mais importantes, como Deus, a família, os filhos,
os amigos. São aquelas com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas
de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam; o
trabalho, a casa bonita, o carro novo,etc. A areia representa todas as
pequenas coisas.

Mas, se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria
espaço para as bolas de golf. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos
todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para
as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são cruciais
para a sua felicidade. Tenham fé e sirvam à DEUS, brinquem com seus filhos,
saiam para se divertir em família, dediquem um pouco de tempo a vocês
mesmos, pratiquem seu esporte favorito,…. Sempre haverá tempo para as
outras coisas, mas ocupem-se com as bolas de golf em primeiro lugar. O resto
é apenas areia.."

Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. O mestre lhe
respondeu :

"- Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para
demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá
lugar para tomar um café com um amigo".

Este teu olhar…

Posted in Não categorizado on 16 de junho de 2005 by waleskapink

Este seu olhar…
Quando encontra o meu,
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar.
Doce é sonhar…
É pensar que você
Gosta de mim,
Como eu de você!
Mas a ilusão
Quando se desfaz,
Dói no coração
De quem sonhou,
Sonhou demais.
Ah! Se eu pudesse entender
O que dizem
Os olhos seus…

Tom Jobim

Dia dos Namorados

Posted in Não categorizado on 8 de junho de 2005 by waleskapink

 

 

 

Todo casal deveria ler…
(Arthur da Távola)

Aos casados há muito tempo
aos que não casaram, aos que vão casar,
aos que acabaram de casar,
aos que pensam em se separar,
…aos que acabaram de se separar,
aos que pensam em voltar…

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado
uma ótima posição no ranking das virtudes,
o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração
e justifique loucuras.
Que nos faça entrar em transe, cair de quatro,
babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Tem algum médico aí???
Depois que acaba esta paixão retumbante,
sobra o que?

O amor.
Mas não o amor mistificado,
que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos,
o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor,
assim como não existem três tipos de saudades,
quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento,
seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido
e mulher não há laços de sangue,
a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento
exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência… Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos,
dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,
fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa,
necessariamente, fusão.
E que amar, ‘solamente’, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
falta discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

NEOQEAV

Posted in Não categorizado on 5 de junho de 2005 by waleskapink

 

N E O Q E A V

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar. A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente. Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar. Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho. "Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. "Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender complemente e gostar  deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro. Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra  o outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso. Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bênçãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte. Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes. Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair. O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme de meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja  sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. E então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu.
"Neoqeav" foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Sentindo-me muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender complemente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava. Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando: "Mas o que Neoqeav significa?" Não está?

"NEOQEAV"

"NUNCA ESQUEÇA O QUANTO EU AMO VOCÊ"

Corajosamente Amante

Posted in Não categorizado on 3 de junho de 2005 by waleskapink

 

CORAJOSAMENTE AMANTE…

É incrível como criamos inúmeras maneiras de nos defender, de nos proteger do sofrimento. Creio que passamos a maior parte de nossas vidas criando novas e mais poderosas formas de não nos expormos. Assumimos papéis, inventamos máscaras, palavras e trejeitos… Com um único objetivo: não sofrer!!!
Aprendemos, desde muito cedo, que o sofrimento chega quando estamos expostos, vulneráveis, abertos para o outro… E isso é verdade! E, assim, acreditamos que só há uma maneira de não sofrermos: nos fechando, nos defendendo, nos protegendo do outro… E isso é mentira! Simplesmente porque não existe nenhuma maneira de não sofrermos! Proteger-nos do outro é não demonstrar o que sentimos, o quanto amamos; é não compartilhar, não "precisar" (no sentido de admitir que desejamos intimidade com o outro). No entanto, não nos damos conta de que enquanto nos protegemos, tornamo-nos reféns de nós mesmos, transformamos nosso próprio coração numa prisão. Iludidos com a sensação de uma segurança que definitivamente não existe, abrirmos mão da possibilidade de experimentar
sentimentos imperdíveis!
Podemos perceber que estamos nos defendendo do amor quando usamos expressões como: "eu gostaria que ele(a) me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso!" ou "se ele(a) não demonstra que me ama, por que eu deveria fazer isso?"
O problema é quando norteamos nossa vida a partir do outro: "se ele(a) não fizer isso, eu também não faço", "se ele(a) não disser, eu também num digo", "se ele(a) não demonstrar, eu também não demonstro"! Poxa! Que raio de contabilidade miserável é essa?!? O amor não funciona desse jeito e assim continuaremos todos morrendo de solidão, carência, angústia e
depressão!
Que tal começando a agir por nossa própria conta e risco! Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluso o risco (absolutamente provável) de sermos correspondidos, amados, respeitados, queridos e tudo o mais que possa haver de bom no exercício de compartilhar amor!!!
E aí as pessoas vêm com essa: "mas eu não estarei me desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber, se me expor a esse ponto?"… E eu respondo com outra pergunta: o que é se desrespeitar?! Para mim, desrespeitar-se é fazer algo que você não gostaria de estar fazendo ou, ao contrário, é não fazer algo que você gostaria de estar fazendo.
Portanto, a pergunta mais importante é: O QUE VOCÊ QUER FAZER?
Compartilhar seu amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar o que sente, falar sobre seus sentimentos? Então, faça isso!!! Não desperdice sua vida à espera da "permissão" do outro. Não meça a sua capacidade de amar e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro. Assuma-se, admita-se e, sobretudo, acolha-se.
Vá se percebendo, abrindo-se aos pouquinhos, pedindo devagarzinho… Porque assim fica mais fácil reconhecer e respeitar seu limite. E entenda por limite a "linha" que separa o seu desejo da sua verdadeira percepção de que já deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, não estou defendendo a idéia de que você passe a vida inteira se doando para
alguém que não tem espaço para te receber. No momento em que sentir que atingiu seu limite, aja com amor-próprio e recolha-se, para se dar a chance de compartilhar o seu amor com alguém que tem espaço para isso.
Enfim minha sugestão é que paremos, de uma vez por todas, de justificar nossas atitudes (ou não-atitudes) a partir do outro. Que possamos assumir, pelo menos para nós mesmos e se for o caso, que temos medo de sofrer e, por isso, preferimos não nos expor, não pedir, não demonstrar, não expressar e, tantas vezes, não amar…
Porque quando conseguirmos reconhecer esse medo, certamente nos tornaremos mais dispostos e disponíveis para o amor. Teremos compreendido, finalmente, que não sofrer é impossível. Sofrer faz parte do processo de viver, é inevitável. Mas não amar talvez esteja sendo uma escolha ingênua e infantil, infelizmente feita por muito mais pessoas do que supomos.
A dica é: não desperdice sua energia e seu tempo evitando a dor. Não seja refém de seus medos. Apenas aceite-os e lembre-se de que cada um tem os seus; todos temos! Aproveite sua vida amando tanto quanto desejar, tanto quanto sentir… E tenha a certeza de que nunca será "menos" por isso. Muito pelo contrário, estará conseguindo ser o que todos nós desejamos:
CORAJOSAMENTE AMANTE